
Disseram-me que, de manhã,
se ouve o Tejo todo,
e que as pessoas transportam em
si aquela imensidade vasta,
como quem é feito de História
e não sabe porquê
se ouve o Tejo todo,
e que as pessoas transportam em
si aquela imensidade vasta,
como quem é feito de História
e não sabe porquê
disseram-me que o tempo não
volta ao lugar onde nasceu, e
que os amigos que se perdem são
como o areal à volta da minha casa:
volta ao lugar onde nasceu, e
que os amigos que se perdem são
como o areal à volta da minha casa:
os retalhos, as migalhas, a presença
sempre ausente das águas em
combustão
sempre ausente das águas em
combustão
e a sensação de que sempre foi assim,
com aquelas mesmas pessoas,
com aqueles mesmos rostos,
por dentro da História
e com o Tejo debaixo dos braços
com aquelas mesmas pessoas,
com aqueles mesmos rostos,
por dentro da História
e com o Tejo debaixo dos braços
Jorge Vicente
24 comentários:
É verdade que o tempo não volta. Cabe-nos a nós guardar na memória o que o tempo nos deixou de bom e aguardarmos, com fé, o que o tempo futuro nos trará.
Beijinhos
HOJE E AMANHÃ
O tempo com tempo em nós ou outras vezes, o sem tempo de nós.
Beijo
porque nos lançamos no fogo errado?
porque assobiamos músicas impossíveis?
Há coisas que são tão certas, como o tempo não voltar atrás, mas também, faz parte da vidas, certas "perdas". O interessante é aprender com elas.
Beijos!
o tempo é sempre presente. na eterna luta contra o esquecimento, a memória é essencial e está em cada detalhe que muitas vezes não percebemos, mas que, por certo, ainda estão dentro de nós e sempre estarão. gostei muito do texto. abraços.
Gostei deste poema.
Obrigado pelas suas palavras no meu blog.
Um abraço
o tempo...na sua inexorável caminhada!
beijinho
Que bonito!
simples mas belo...
um abra�o!
Olá Maria Laura, adorei o poema...
Bom fim de semana... Beijinhos de carinho,
Fernandinha
Excelente escolha este poema!
"o tempo não volta ao lugar em que nasceu". é verdade. mas ganha sempre "novas qualidades".
gostei muito do poema. poeta brilhante de que não fazia ideia...
Não conhecia este poema , gostei :)
Beijito.
belo ser
palavra
*
O tempo, esse passa, mas ficam-nos sempre (mais ou menos "coloridos") os retalhos...
;O)
É. O Tejo ou qualquer outro rio por onde correm as memórias. Dos amigos, dos tempos idos ... nunca param. Acumulamos "momentos" nesse caudal e que rico é esse tempo !
Um beijo
Belos versos. Amei seu blog.
Roberto
Rompe-se-nos o rio nos olhos e tudo se torna espelho...
Talvez o tempo sirva para escrevermos o livro da nossa vida
beijinhos
Magníficas estas fotografias, especialmente a que ilustra o post intitulado "Praia".
Beijos!
Maria, acho o tempo cubista demais para querermos a sua completude...
Texto bastante impactante...
Abraços, minha querida!
Germano
Aparece...
Disseram-me que, de manhã,
se ouve o Tejo todo...
Prometo que vou estar atenta e ouvir.
bjo
Consigo ouvi-lo se fechar os olhos de certa maneira. Sorte a minha.
sem memórias agrilhoantes mas carregado de metáforas desejosas do que virá aí!
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