
O pensamento é triste; o amor insuficiente;
e eu quero sempre mais do que vem nos milagres.
Deixo que a terra me sustente:
guardo o resto para mais tarde.
e eu quero sempre mais do que vem nos milagres.
Deixo que a terra me sustente:
guardo o resto para mais tarde.
Deus não fala comigo - e eu sei que me conhece.
A antigos ventos dei as lágrimas que tinha.
A estrela sobe, a estrela desce...
- espero a minha própria vinda.
A antigos ventos dei as lágrimas que tinha.
A estrela sobe, a estrela desce...
- espero a minha própria vinda.
(Navego pela memória
sem margens.
sem margens.
Alguém conta a minha história
e alguém mata os personagens.)
e alguém mata os personagens.)
Cecília Meireles
11 comentários:
Muito belo, também este poema. E$ as fotografias, aqui e lá, cada vez melhores.
Como disse um dia
sem barcos nem ameias
gosto muito de Cecília Meireles...
Há muito tempo, tive um outro blogue em que publicava muita coisa da Cecília Meireles.
boa semana
Temos altos e baixos mas a fé não podemos perder
beijinhos
Olá M Laura
Neste espaço tem sido editada uma excelente antologia de autores portugueses.
Belíssimo trabalho
Bj
Bela fotografia. A poesia de La Meireles não poderia encontrar melhor companhia.
Um beijo!
Bela fotografia emoldurada por tocantes palavras.
Adorei!
Beijinhos e até breve.
;O)
que o levasse
ao grande rio
e a seguir
o ondulasse
assim sem mar
((ali ficar
um nome havia
a meio leito
adormecido
gruta de peixe
água tecida
fio a pavio)
a murmurar
( às vezes com água-margens...)
Cecília M. e o sofrimento da alma.
Belo.
Bj.
Ah, esta adorável Cecília!
Querida, preciso lhe dizer: seu blog me inspirou a fazer, também eu, um "álbum de recortes" dos meus poetas e autores preferidos. Chama-se "Horas Aveludadas". Era preciso que soubesses: veio desse seu cantinho a inspiração!
Beijo grande.
Postar um comentário