
Fechei o sol no meu quarto
de paredes limpas, imaculadas e discreto,
mas, a toda a volta, cresceu um vazio preto.
A esta gloriosa exposição eu me submeto:
-Falo com os botões, em contra-luz, e olho o tecto,
até ficar farto.
A noite cai agora, mansamente.
Abro a porta ao vento livre, do deserto,
para que entrem sombras e silêncios insolentes.
Manuel Filipe
de paredes limpas, imaculadas e discreto,
mas, a toda a volta, cresceu um vazio preto.
A esta gloriosa exposição eu me submeto:
-Falo com os botões, em contra-luz, e olho o tecto,
até ficar farto.
A noite cai agora, mansamente.
Abro a porta ao vento livre, do deserto,
para que entrem sombras e silêncios insolentes.
Manuel Filipe
15 comentários:
Quem me dera guardar o sol num dos recantos da casa para acordar e receber os seus raios.
http://desabafos-solitarios.blogspot.com/
A casa como reduto de imaculada exposição á luz.
Depois, a noite, a rainha das ilusões, eis a abertura as sombras identitárias...à insolência acústica...O sossego, o apaziguamento.
Belo poema
Bj
Nunca feches o Sol. Mesmo no teu quarto único...
o escuro da vida também pode nos ser um boa companhia...
e sempre o silêncio.
Voltei de férias e vim feliz!
Há sol dentro de mim
Respiro todas as cores
Há Verão, há flores
Como é bom sentirmo-nos assim!
Um grande beijinho e até breve.
;O)
Rosa rosa rosamRosae rosae rosaRosae rosae rosasi rosaRosaRosa
rum rosis
ros
is ros
is
[leaving one :)
Manuel Filipe
bela memória
Também muito belo aqui.
Não feches o sol nunca pois sem ele nada somos.
Beijinhos-Salomé
sombras e silêncios insolentes. que os não transporta?...
belo poema.
beijo
*-------------------*
(esa carinha diz tudo neh?)
Xaaaauuu!!!!
Hoje está lindo o sol!
bjo
O sol guarda-se em nós na memória dos tempos.
Bj.
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