
levanta-se no ar
como fio de nuvens
ampla extensão
de extenuado vigor
vapor tão ofegante
sangue dentro e meu
cravado nos braços da terra
ave transparente
que de tão no ar expandida
de mim se afasta
de si mesmo liberta
Alberto Carneiro
como fio de nuvens
ampla extensão
de extenuado vigor
vapor tão ofegante
sangue dentro e meu
cravado nos braços da terra
ave transparente
que de tão no ar expandida
de mim se afasta
de si mesmo liberta
Alberto Carneiro
Pudesse eu libertar-me de mim mesma! Expandir-me no ar e esquecer o que me liga à terra!
9 comentários:
e seria um par de asas voando em liberdade... um beijo
vida.
nas cataratas do sangue.........................
muito belo aqui:)
Dizes: «Pudesse eu libertar-me de mim mesma! Expandir-me no ar e esquecer o que me liga à terra!»
E talvez possas fazê-lo. Quiçá!
Importante é que vivas, o mais que possível, com todos os sabores, tons, aromas... E que possas ser o mais feliz possível.
Beijinho.
Já acreditei mais que fosse possível.
Hoje quando o sinto, vejo que não sou mais que um papagaio de cordel.
Daqueles que vemos esvoaçar no ar, como se livres fossem.
No entanto, um cordel os prende e manobra a seu belo prazer.
Se resistimos e queremos nos libertar, acabamos “por terra”.
Mas enquanto estamos “lá em cima” é bom :)
E assim se diz sublimes palavras...
Beijinho
não é fácil libertarmo-nos da nosso própria teia, podemos é procurar, pelos fios, outro caminho.
gostei muito da fotografia, adoro aquelas silhuetas que se recortam contra o céu.
No extremo mais alto da árvore, a face da folha toma a plenitude do sol ou da chuva; no entanto, da mesma árvore as raízes vão, fundas, na terra!...
abraço.
muito belo o que dizes. para além do poema.
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