
A uma luz perigosa como água
De sonho e assalto
Subindo ao teu corpo real
Recordo-te
E és a mesma
Ternura quase impossível
De suportar
Por isso fecho os olhos
(O amor faz-me recuperar incessantemente o poder da
provocação. É assim que te faço arder triunfalmente
onde e quando quero. Basta-me fechar os olhos)
Por isso fecho os olhos
E convido a noite para a minha cama
Convido-a a tornar-se tocante
Familiar concreta
Como um corpo decifrado de mulher
E sob a forma desejada
A noite deita-se comigo
E é a tua ausência
Nua nos meus braços
De sonho e assalto
Subindo ao teu corpo real
Recordo-te
E és a mesma
Ternura quase impossível
De suportar
Por isso fecho os olhos
(O amor faz-me recuperar incessantemente o poder da
provocação. É assim que te faço arder triunfalmente
onde e quando quero. Basta-me fechar os olhos)
Por isso fecho os olhos
E convido a noite para a minha cama
Convido-a a tornar-se tocante
Familiar concreta
Como um corpo decifrado de mulher
E sob a forma desejada
A noite deita-se comigo
E é a tua ausência
Nua nos meus braços
Experimento um grito
Contra o teu silêncio
Experimento um silêncio
Entro e saio
De mãos pálidas nos bolsos
Alexandre O'Neill
19 comentários:
Belo poema
=*
Olá,
Venho pedir desculpas por não vir cá há tanto tempo, mas a verdade é que o meu filhote esteve doente e, como estive com ele em casa, o trabalho acumulou e agora o tempo é escasso.
Hoje apenas venho agradecer a tua amizade e simpatia e dizer que voltarei brevemente, com mais tempo, para pôr a merecida leitura do teu blog em dia, sim?
Beijinhos e até breve.
;O)
Boa escolha d poema...e a imagem faz-nos parar ...
beijinhos...
Um poema de ausência, de vazio, de corpo desejado/perdido e no entanto tão belo e sensual.
(quando os olhos de cidade são ausências, vazios, corpos desejados ou perdidos, são o contrário dos poemas. Felizmente há as estátuas, as flores, o irreal desconhecido, a pegada da memória...esse poema que procuro em nada. E o que digo é quase privado, como o poeta).
Beijinhos
sem dúvida um dos meus preferidos...
Um poema que nos enleva we nos envolve. Gostei.
Olá querida Maria Laura, lindo poema... Belíssima escolha, a foto está um encanto!!!
Beijinos de carinho,
Fernandinha
poema de dorido. um pouco nocturno. tonalidades que o raiar do dia terão nova cor. certamente.
poema muito belo. num registo fora do habitual (julgo) de Alexander O´ Neill...
É sempre um prazer (re)ler Alexandre; e devemos agradecer por isso!...
Obrigado!
abraços!
Belo
O'Neill cansado do dia
envolto de silêncios
e desejos
Tem um pequeno desafio no meu canto.
Bj.
silêncio nu
em pare dado ~
Maria, tu tens o poder da dominação. Isso é muito bom!
Adorei ler-te.
a realidade às vezes assusta, mas enfrentá-la é ser real. poema denso, humano e belíssimo. abraços.
Minha querida amiga mais que belo poema!
E ele diz muito, muito messto, adorei!
Linkei seus blogs ao meu.
bjinhos
Deusa Odoya
Quando fechamos os olhos e sentimos
Podemos transformar a ilusão em real
beijinhos
beijO ( com vida...
belo poema ~
que queres que conte?
que o final de tarde sou eu sentado sózinho no relvado incomum
a perder de vista
que o final de tarde sou eu sentado sózinho na sala profunda de onde a flautista saiu a chorar
e:
"...E é a tua ausência
Nua nos meus braços..."
Somente aos poetas o nonsense faz-se natural.
Um beijo!
P.S.: Tiraste esta foto na cidade do Hulk, não foi? ;)
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