
Nada sei dos caminhos da água,
e da sede da terra lembro pó,
as ervas secas
que levantam os meus passos.
e da sede da terra lembro pó,
as ervas secas
que levantam os meus passos.
Nada sei das veredas da planície
que se cruzam,
quando o Sol bate meio-dia.
que se cruzam,
quando o Sol bate meio-dia.
Sei que nas areias, mortas, do deserto,
só o vento
vem fazer-me companhia,
e que, na longa secura da jornada,
um fio de água
me desperta a alegria.
só o vento
vem fazer-me companhia,
e que, na longa secura da jornada,
um fio de água
me desperta a alegria.
Frescura fugidia,
quase nada...
Manuel Filipe
quase nada...
Manuel Filipe
19 comentários:
A (bom) sabor da vida está exactamente em "quase nadas", de profunda frescura (ainda que fugidia) e em (muitos) fios de água
nos despertam a alegria.
Enquanto fores capaz de te alegrar com "quase nadas", tudo, mas tudo é possível, pois isso só prova que a essência da tua alma é grandiosa.
Beijinhos e até breve.
;O)
"Frescura fugidia,
quase nada..."
"quase nada" que é tudo, tantas vezes!...
belo.
que beleza este poema
e o pouco às vezes é tanto ...
um beijo
tens o Selo Arte y Amistad para levantar no meu canto e uma pequena árvore em sinal de estima.
Belo o poema que aqui nos deixaste.
Beijo.
querida______________Laura
.na
beleza
.frescura.tanta
num
poema_____...
beijO_____C_____carinhO
bSemana
Quase nada.
Talvez tudo!
um bjo
Sei dos meus passos na terra pisada
Nos gritos da história mais que contada
Por entre os segredos da madrugada
Que em nós nunca se faz estrada...
Sei dos meus passos na sombra quente
Nas voltas dos tempos, no fogo ardente
Por entre cada poro da nossa gente
Que em nós se diz presente...
Sei do verso no passo mais que inseguro
Nas correntes da inquitação e do futuro
Por entre o rosto de um amor puro
Que em nós se consome e eu não seguro...
minha amiga, a flor do silêncio é um lindo poema.
Mesmo com quase nada, para tí é tudo.
lindo poema e muito iluminada a poetisa.
beijos e fim de se,mana com muita paz e amor em seu coração.
obrigado pela visita ao meu blog.
Regina Coeli Deusaodoya.
eijos e volte sempre amiga.
Afinal sabe muito desde que escreve o último verso e, sobretudo, sabe de poésis.
Hoje estou muito bem disposta, por isso quero partilhar esta emoção deixando aqui um grande beijinho. Quero desejar-te uma excelente semana e agradecer as palavras e amizade que tens depositado no meu...caos.
Até breve!
;O)
Um quase nada quase tudo.
Bonito poema.
Beijito.
Quase tanto
O que adianta esta ventania cá fora... Se, há um imenso calor desesperado de amar, cá dentro?
Solidão...
Muito bom.
Nada sei - hoje - das cidades
senão as sombras.
Sempre basta um pequeno fio de esperança-água, alguém que o seja transfigurado.
Bjinhos
Um caminho de roça! Há tempos não vejo um destes. Saudosas veredas dos dias de férias na fazenda. Bons tempos.
Um beijo!
quase nada tudo quase
tudo
nada
~
Maria, são esses "quase nadas", leitmotiv dos poemas de um poeta que gosto muito, o Manoel de Barros, que realmente interferem em nossas vidas e nos mudam e nos transformam.
Eu acredito no ínfimo, no fazer pequeno para mudar o mundo. Não precisa de tanto estardalhaço, basta o cabível.
Abraços de sempre.
Germano
Aparece...
"...na longa secura da jornada,
um fio de água me desperta a alegria."
E a paz que sempre encontro aqui.
Bjosss!!!
que invenção podem ser os meus dedos nos teus nos meus dedos
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