
Quando a manhã rasgou o coração do poeta
voavam pássaros dos teus ombros
e o tempo era uma laranja azul
rolando nos teus dedos meninos
Quando a manhã rasgou o coração do poeta
colhias no jardim os versos puros
da primeira canção
Quando a tarde chegou ao coração do poeta
com flores breves e conchas
desenhavas
nas horas quase brancas
teu caminho de abelha
Ah mas o sol morreu no coração do poeta
e uma andorinha tristemente vem
com um ramo de vento
pairar a tua ausência
Emanuel Félix
Triste é o tempo em que o sol morre no coração do poeta. Esperemos a madrugada.
20 comentários:
Tão, tão bonito! Dele só conhecia o "Five O'clock Tear" que adoro.
enquanto o tempo escurece
convocando sombras
ser apenas o tecido
modelada carne
que amanhece
tenra água flor de lis
rio de ocorrência clara
(ciclicamente)
... duros
sapatos de ferro
e outra
vez:
choco late )
Há sempre de vir aos corações um novo sol e um belo amanhcer.
Beijos!!
Olá, amiga!
Gostei desta elegia. Não vaos deixar o sol morrer no coração do poeta!A madrugada virá! Chegaste mesmo na altura em que estava a postar no HOJE E AMANHÃ! Obrigada pela tua companhia!
Bom fim de semana e um grande beijinho
Muito bonito, Maria Laura. Um beijinho.
Belo
até novas madrugadas
Volta
um poema muito belo. de um poeta para mim desconhecido.
(que nunca os pássaros deixem de voar em seus ombros...)
Uma escolha de palavras que nos enleva e nos prende!
bj
walter
Uma Esperança bem ilustrada na imagem!...
abraço.
Do tempo, das suas estações interiores e duma visão de poeta servida por palavras que, do interior, nos trazem a melodia. Gostei muito.
Um vislumbre de esperança traduzido na escrita sentida do poeta e pela imagem.
ola amiga!
ADOREI o teu comentario.
pois é verdade amiga este mundo cada vez ta pior e kuando isto acontece a crianças eu fico com o coraçao partido.
gostava de poder ajudar mas nao posso fazer nada e isto é k me deixa triste.
obrigado por estares comigo nesta luta.
um beijinho muito grande
é triste sim.
não o deixemos morrer!
.
.
.
um beijo.
Poeta é aquele que morre todos os dias. Eu sei tão bem isso!
O poema é construído sob belas imagens. Gostei.
Boa semana para si.
Adoro navegar neste teu mundo de palavras cheias de sentimento e que matam a sede a quem te visita...
Parabens
Talvez tenha vindo para ficar se quiseres blogar comigo. Eu quero blogar contigo.
Bjos
Mas o coração do poeta
Não pode morrer
Pois as flores murcham
Os rios secam
E o coração dói
Lindo poema
Beijinhos
luna
O sol jamais deveria morrer em nenhum tempo, em nenhum coração. A madrugada deve ser buscada, sempre.
Beijos!
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