
enquanto a carta permanece fechada,
todas as notícias são possíveis;
todas as esperanças, legítimas
todas as notícias são possíveis;
todas as esperanças, legítimas
tu és a carta
eu sou o destino
tu és o medo
eu sou a trincheira
tão densas são as palavras
tão dura é a verdade
que nos perdemos há tanto
na última cedilha
no último acento
sem sentido
chora o vazio
dor
é mesmo dor o que sinto
na encruzilhada
emaranhada e traiçoeira dos escritos
jorram os sons aflitos
da falta de rumo
dos ventos contrários
perdidos na sedução adiada
perdidos na sedução adiada
nesta tentação de não deitar contas à vida
nesta vocação desesperada para o pior de tudo
lembras-te da última carta?
estava vazia!
sei-o eu
sabe-lo tu
sabem-no todos os homens que se despenham
verticalmente
no fundo azul de um envelope distante
verticalmente
como quem se suicida impunemente
na sede do mar
que se sorve
adiada
em cada linha em branco deixada por escrever
sabe-lo tu
e sei-o eu
mas as linhas do teu corpo
só eu as leio
só eu as leio
Jorge Casimiro
eu sou o destino
tu és o medo
eu sou a trincheira
tão densas são as palavras
tão dura é a verdade
que nos perdemos há tanto
na última cedilha
no último acento
sem sentido
chora o vazio
dor
é mesmo dor o que sinto
na encruzilhada
emaranhada e traiçoeira dos escritos
jorram os sons aflitos
da falta de rumo
dos ventos contrários
perdidos na sedução adiada
perdidos na sedução adiada
nesta tentação de não deitar contas à vida
nesta vocação desesperada para o pior de tudo
lembras-te da última carta?
estava vazia!
sei-o eu
sabe-lo tu
sabem-no todos os homens que se despenham
verticalmente
no fundo azul de um envelope distante
verticalmente
como quem se suicida impunemente
na sede do mar
que se sorve
adiada
em cada linha em branco deixada por escrever
sabe-lo tu
e sei-o eu
mas as linhas do teu corpo
só eu as leio
só eu as leio
Jorge Casimiro
27 comentários:
sabe-lo tu
e sei-o eu
Que aqui me encontro
Beijinhos-Salomé
enquanto a carta permanece fechada,
todas as notícias são possíveis;
todas as esperanças, legítimas
Fico saboreando estas palavras, devagarinho como quem deixa derreter um quadradinho de chocolate na boca...
São deliciosas, Maria Laura!
...enquanto a carta permanece fechada,todas os sentimentos e esperanças estão a flor da pele...
beijinhos
Belíssimo!
Salvé MAria Laura!
Belíssima escolha para este post.
Deixo-te um abraço
MAriz
ESPAVO!
enquanto a carta permanece fechada,
todas as notícias são possíveis;
todas as esperanças, legítimas.
Forame sao tantas as vezes que nao abro as cartas com tal pensamento.
um bjo
um belo poema. de um poeta que me era desconhecido. gostei. grato.
Um belissimo poema!
Gostei do poema.
Bom fim de semana.
Bjs
Bom fim de semana.
Sou mesmo uma alma sensível.
Muitos cumprimentos.
Adorei o poema. não conhecia. obrigada!
bom fim de semana
uma carta com destinatario bem poetico querida amida!
"tu és a carta
eu sou o destino"
beijao graaande!
Oi minha estimada amiga Maria Laura.
Obrigado por sua visita ao meu cantinho, espero uqe tenhas gsotado.
Seu poema, muito lindo ,iluminado e cheio esperanças.
Fique na paz e um bom fim de semana com muito amor e paz em seu coração.
beijos da amiga do lado de cá.
Regina Coeli.
Bonito poema!
Maria,
que poema belo.
Li e vi que ele combinou com o texto lá meu de hoje. Está lá no Clube. E é uma carta.
Essa coisa de querer o mistério de já antes de qualquer coisa. quando o bom é beber dos seguredos.
Abraço-te com carinho e digo que venho com gosto.
Germano
Aparece...
Há sempre uma última carta
que nunca se escreve
mas que tentamos ler
Não conhecia este poema e acho-o lindo. Na realidade uma carta fechada pode trazer-nos todas as notícis possíveis. É necessário ter o coração preparado para lê-la.
Bom fim de semana, Maria Laura
HOJE E AMANHÃ
Olá,
Chegou a atura de eu tirar umas férias :O)))
Entretanto deixei, no meu blog, um “presente” para todos os meus amigos. Espero que gostem!
Tudo de bom para ti.
Beijinhos e até breve.
;O)
A recepción da carta e o seu protocolo...
Unha aperta.
:)
Sem palavras diante da beleza do poema...
Ou será A VIDA nele contida?
Agora, tanto faz...
Coração já sentiu, alma já absorveu.
Fica a gratidão pela beleza de sua escolha.
Lindo!
Abraço.
Daniel.
Forte esta ausência. Esta perda em sentido único. No rolar de todas as pestanas. Que de um momento para o outro parece que esquecem. A fonte de tantas frutas. A corrente de tantos versos. O fogo de tantos ventos. As tempestades de tantas saudades. Os gritos de tanta inquietação. O gesto simples. De nós...
O que preciso for a dizer será dito até no não-dito.
Beijos.
Vou ali e já volto.
Beijinhos.
Olá querida Maria Laura, lindo poema... Beijinhos de carinho,
Fernandinha
é preciso conhecer
o corpo das paçavras
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